Recaatingamento

Destaques

18/07/2011

Plantio consorciado na caatinga ajuda a evitar a desertificação

É comum encontrar na caatinga plantas forrageiras que resistem à estiagem, mantendo-se verde e por vezes floridas, mesmo no período de ausência total das chuvas. Este tipo de vegetação é ideal para fazer pastagens consorciadas, uma forma de evitar a desertificação, sobretudo em áreas onde se planta capim.

O plantio no sistema de consórcio favorece o pasto, uma vez que os animais podem se alimentar do capim e também das árvores plantadas, aproveitando também suas sombras. As árvores também impedem que o vento leve a poeira e que a chuva arraste a terra, além disso produzem vagens, o que facilita o plantio induzido de novas plantas na área a partir da ação do vento, dos pássaros e de outros animais.

Estas espécies vegetais são adaptadas ao clima semiárido, por isso mantém o mesmo aspecto durante todo o ano. Além dos cactos, há em grande número espécies nativas como umbuzeiro, mororó e canafístula ou exóticas como a leucena e a algaroba, entre outras.

Na zona rural de Sento Sé, a produtora Antônia Rodrigues aprendeu a aproveitar sua propriedade para fazer plantio consorciado de gliricídia, leucena e capim após participar das formações realizadas pelo Projeto Recaatingamento, que é desenvolvido pelo Irpaa na região de Fartura e em outras seis comunidades Fundo de Pasto do Território Sertão do São Francisco – Bahia.

Iniciativas como estas podem contribuir muito para evitar a desertificação, que se caracteriza pela infertilidade do solo, antes produtivo, que passa a ter terras lavadas e soltas pela erosão, impedindo o crescimento de qualquer vegetação, mesmo com grande quantidade de chuvas. O Recaatingamento, que tem o patrocínio da Petrobras, vem contribuindo para o entendimento das famílias quanto a importância de preservar a caatinga e assim garantir a sustentabilidade ambiental da região.

18/07/2011

Projeto Recaatingamento ajuda a combater desertificação no município de Canudos

No mês de junho, na comunidade de Barriguda, em Canudos, cerca de 40 pessoas participaram de mutirão para plantio de mudas de macambira, com a finalidade de recuperar solos erosivos. A ação, realizada pelo Irpaa, através do Projeto Recaatingamento, reuniu criadores e criadoras das associações agropastoris das comunidades de Angico, Caipan e Alto Redondo, pescadores e pescadoras de Rocinha, religiosas, representantes do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do município, além de técnicos e técnicas do programa Gente de Valor e do Irpaa.

A degradação das terras na região de Canudos é resultante do uso inadequado de recursos naturais como a fauna e a vegetação densa. Segundo depoimentos de moradores das comunidades de Angico e Barriguda, esses processos foram induzidos pelos grandes fazendeiros com a criação do gado bovino, o que produziu a deterioração da cobertura vegetal, do solo e de outros recursos.

Os levantamentos feitos pelo Projeto Recaatingamento, que conta com o patrocínio da Petrobras, identificaram características dos solos e o recobrimento vegetal. Segundo dados do marco zero, realizado em uma área de 23 hetares do Módulo de Recaatingamento, a cada 10 m² percorrido, a vegetação apresenta significativa diminuição da densidade absoluta, confirmando a intensidade de degradação dos solos. As espécies com maiores densidades são vistas com pouca freqüência, verificando-se apenas pequenas manchas que variam entre 2 m² a 3 m², com destaque para a presença da macambira e do alecrim.

As ações do Recaatingamento no município vem contribuindo para que famílias e outras organizações observem com mais intensidades os ambientes degradados, sobretudo a ocorrência de grandes erosões, fortes indicadores de degradação. Isto tem resultado no engajamento de produtores, ambientalistas e organizações de Canudos, que passam a refletir e agir contra o processo de desertificação, contribuindo com a recomposição florestal de áreas degradadas nas comunidades tradicionais com sistemas agropastoris e extrativistas.

Na realização do mutirão foram plantadas 2 mil mudas de macambiras, em uma média de 30 erosões. Para a técnica Maria de Lourdes de Almeida, ações como estas provocam a reflexão e impulsionam a prática das famílias na recuperação de áreas degradadas da caatinga, bem como contribuem para a consciência ecológica necessária à preservação do ambiente. A atividade em mutirão, na opinião da técnica, contribui também para que não se perca a essência da coletividade que permeia a proposta de Convivência com Semiárido.

18/07/2011

Degradação do solo é um ameaça à preservação da caatinga

O crescimento descontrolado da desertificação em áreas de caatinga apresenta dados cada vez mais alarmantes. No Semiárido brasileiro, os estados do Ceará, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte apresentam índice de desertificação altos, totalizando 18.743,5 km² de área degradada.

O aumento de desmatamentos, queimadas e o plantio em terrenos com declives são exemplos de práticas que acarretam fenômenos como a erosão, provocada pela água da chuva que arrasta a terra então desprotegida. Com isso o solo perde os nutrientes, os quais são indispensáveis para garantia da produtividade das plantas.

Com o bioma caatinga não é diferente. O solo precisa conter sais minerais, matérias orgânicas e também espaço ocupado pela água e pelo ar, garantindo o alimento das plantas e permitindo o ciclo natural de hibernação e reflorescimento da vegetação.

Muitos lavradores já possuem estas informações, porém nem sempre valorizam ou colocam em prática ações corretas para garantia da preservação dos solos e, consequentemente, da caatinga. O Irpaa, através de metodologias que associam teoria e prática, leva esse tipo de informação às famílias camponesas, como é o caso das comunidades extrativistas e agropastoris participantes do Projeto Recaatingamento.

Depoimentos de moradores das comunidades recaatingueiras revelam que este projeto, que tem o patrocínio da Petrobras, contribui para aumentar o entendimento acerca dos principais cuidados que devem ser tomados ao fazer o manejo da caatinga, o que envolve também uma atenção voltada para a preservação do solo e dos recursos hídricos.

18/07/2011

Camaratuba é mais uma forragem usada na alimentação de caprinos e ovinos no sertão

O período é propício para o armazenamento de alimentos para o rebanho. Esse entendimento aos poucos, tem se tornado comum aos/as produtores/as que diariamente estão envolvidos na atividade produtiva no Semiárido, sobretudo com manejo de animais como cabras e ovelhas, tipo de criação mais adaptada ao clima da região.

Em Fartura, uma das sete comunidades participantes do Projeto Recaatingamento, que vem sendo executado pelo Irpaa há mais de uma ano no sertão da Bahia, com patrocínio da Petrobras, o armazenamento da camaratuba é uma prática que tem se tornado frequente.

A camaratuba é arbusto e leguminosa que cresce nas áreas de caatinga, com início da floração em maio e frutificação em julho. Esta espécie, que se reproduz a partir de sementes, contém quase 13% de proteína bruta , 15,5% de amido e quase 8% de gordura. As folhas, com boa digestibilidade e podendo ser usadas como forragens, são excelentes alimentos para o rebanho, portanto devem ser armazenadas para consumo durante a estiagem.

O Recaatingamento além de incentivar o aproveitamento destas espécies para alimentar a criação, promove também o plantio de mudas nativas, promovendo desta forma a recuperação das áreas degradadas. A iniciativa, que conta com o patrocínio da Petrobras, contribui com a conservação da flora e da fauna da caatinga, confirmando a viabilidade de uma convivência sustentável com as condições climáticas da região.

26/05/2011

IRPAA e AATR realizam mais uma etapa do Curso de Formação de Juristas Leigos/as

Com conteúdos voltados para “Direito Agrário e Fundos de Pasto”, aconteceu entre os dias 19 e 21, no Centro de Treinamento Vargem da Cruz, a segunda etapa do Curso de Formação de Juristas Leigos/as para comunidades tradicionais Fundo de Pasto da região. A iniciativa é uma parceria entre o IRPAA e a Associação de Advogados dos Trabalhadores Rurais da Bahia – AATR.

O encontro contou com 40 pessoas de comunidades envolvidas no Projeto Recaatingamento – desenvolvido pelo IRPAA com o patrocínio da Petrobras – além de representantes do movimento Fundo de Pasto, membros de associações e sindicatos rurais da região norte da Bahia, em um total de 11 municípios representados.

Nesta segunda etapa, as discussões tiveram como foco a história da posse e da ocupação da terra no Brasil e o embasamento legal para concessão de uso da mesma, abordando também os principais desafios enfrentados pelo movimento Fundo de Pasto no estado. De acordo com uma das estagiárias da AATR, Maria José Andrade, que está acompanhando as etapas junto com as advogadas Tatiana Dias e Joice Bonfim, o diferencial deste curso é que é voltado para comunidades tradicionais Fundo de Pasto. “Não só nos módulos, mas também na metodologia, a gente procura ressaltar a realidade dessas comunidades, as situações, o histórico da região”, destaca a estudante de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana.

Os próximos módulos irão tratar de Direito Ambiental e Políticas Públicas, temas que estão diretamente ligados a realidade das comunidades tradicionais. Para o Agente Ambiental do Projeto Recaatingamento na comunidade de Pau Ferro, em Curaçá, José Floriano Varjão, essa é uma oportunidade importante de ter conhecimento jurídico e argumentos que possam contribuir com a luta do movimento Fundo de Pasto.

Segundo o colaborador do IRPAA e coordenador do Projeto Recaatingamento, José Moacir dos Santos, esta é uma iniciativa prevista no projeto e que foi proposta a partir da identificação da necessidade das comunidades discutirem a questão legal e assim procurarem se proteger legalmente. Moacir acredita que a formação “vai ajudar as comunidades a compreenderem como o sistema jurídico do Brasil interpreta a vida das comunidades tradicionais e como a gente pode viver dentro desta jurisdição e também influenciar mudanças necessárias”.

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