Recaatingamento

18/07/2011

Projeto Recaatingamento ajuda a combater desertificação no município de Canudos

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No mês de junho, na comunidade de Barriguda, em Canudos, cerca de 40 pessoas participaram de mutirão para plantio de mudas de macambira, com a finalidade de recuperar solos erosivos. A ação, realizada pelo Irpaa, através do Projeto Recaatingamento, reuniu criadores e criadoras das associações agropastoris das comunidades de Angico, Caipan e Alto Redondo, pescadores e pescadoras de Rocinha, religiosas, representantes do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do município, além de técnicos e técnicas do programa Gente de Valor e do Irpaa.

A degradação das terras na região de Canudos é resultante do uso inadequado de recursos naturais como a fauna e a vegetação densa. Segundo depoimentos de moradores das comunidades de Angico e Barriguda, esses processos foram induzidos pelos grandes fazendeiros com a criação do gado bovino, o que produziu a deterioração da cobertura vegetal, do solo e de outros recursos.

Os levantamentos feitos pelo Projeto Recaatingamento, que conta com o patrocínio da Petrobras, identificaram características dos solos e o recobrimento vegetal. Segundo dados do marco zero, realizado em uma área de 23 hetares do Módulo de Recaatingamento, a cada 10 m² percorrido, a vegetação apresenta significativa diminuição da densidade absoluta, confirmando a intensidade de degradação dos solos. As espécies com maiores densidades são vistas com pouca freqüência, verificando-se apenas pequenas manchas que variam entre 2 m² a 3 m², com destaque para a presença da macambira e do alecrim.

As ações do Recaatingamento no município vem contribuindo para que famílias e outras organizações observem com mais intensidades os ambientes degradados, sobretudo a ocorrência de grandes erosões, fortes indicadores de degradação. Isto tem resultado no engajamento de produtores, ambientalistas e organizações de Canudos, que passam a refletir e agir contra o processo de desertificação, contribuindo com a recomposição florestal de áreas degradadas nas comunidades tradicionais com sistemas agropastoris e extrativistas.

Na realização do mutirão foram plantadas 2 mil mudas de macambiras, em uma média de 30 erosões. Para a técnica Maria de Lourdes de Almeida, ações como estas provocam a reflexão e impulsionam a prática das famílias na recuperação de áreas degradadas da caatinga, bem como contribuem para a consciência ecológica necessária à preservação do ambiente. A atividade em mutirão, na opinião da técnica, contribui também para que não se perca a essência da coletividade que permeia a proposta de Convivência com Semiárido.

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